Na fila para o concurso do BC

O Globo



O concurso público que oferece 500 vagas para o Banco Central (BC) chegou com muitas novidades, na comparação com o último processo seletivo realizado há quatro anos. A começar pela experiência profissional, que não será mais cobrada em forma de títulos e vai ser testada nas questões discursivas, que ganham destaque na prova. Também é novo o agrupamento das áreas de conhecimento, tanto para os cargos de nível superior, que são 400, como de nível técnico, que são 100. E muda a banca organizadora, que deixa de ser a Cesgranrio e passa a ser o Cespe/UnB.

— Cada banca tem o seu perfil. E o Cespe, especialmente em economia, costuma apresentar questões mais complexas do que a Cesgranrio, sem contar que, a cada resposta errada, uma certa é anulada — destaca Amanda Aires, autora do livro “Economia brasileira para concursos” (Editora Elsevier) e professora do site voltado para concursos “Eu vou passar”.

O objetivo do concurso, segundo a assessoria de imprensa do Banco Central, é repor pessoal, diante do grande número de aposentadorias que foram concedidas desde 2009: mais de 1.500. A situação, estaria, inclusive, levando a estatal ao risco de perder uma importante massa de conhecimento, diz, em nota, a chefe do Departamento de Gestão de Pessoas (Depes) do Banco Central (BC), Nilvanete da Costa: “Foi o melhor momento pra buscar a autorização do concurso, já que o banco precisa repor sua força de trabalho para continuar fazendo frente aos desafios, que não são pequenos”.

Para técnico, são 77 vagas em Brasília, 12 em Belém, sete em Porto Alegre e quatro em Salvador, em duas áreas do conhecimento. Para o cargo de analista, que exige nível superior, são 351 vagas para Brasília, 13 para Belém, 28 para São Paulo e oito para Salvador, em seis áreas.

Procura-se experiência no mercado

Os aprovados terão de assinar um termo se comprometendo a ficar ao menos três anos na cidade escolhida. Depois desse período, dependendo do interesse do BC e da existência de vagas, os profissionais podem se candidatar à mobilidade interna. A ausência de vagas para o Rio não surpreendeu o candidato ao cargo de técnico, Gilberto Vieira, aluno do Universo do Concurso Público.

— Era meio esperado. Sempre que sobra uma vaga no Rio, o pessoal do banco remaneja internamente, é uma cidade muito visada por quem já trabalha lá — opina Vieira, que vai se inscrever para tentar uma vaga em Brasília.

A candidata Maira Dias, que está estudando no Curso Maxx para tentar uma vaga de analista na área 6 (gestão e análise processual), está disposta a se mudar do Rio caso seja aprovada:

— Esperava que houvesse mais vagas para o Sul do país, mas a mudança vale a pena, pelo bom salário e pela estabilidade. No setor público, é uma das melhores vagas que existem.

Ao contrário do último concurso, a experiência profissional deixou de ser cobrada em forma de títulos por motivos operacionais, segundo Nilvanete Ferreira da Costa: “Buscamos trazer para a prova de redação casos concretos. A ideia é captar pessoas que tenham alguma experiência de mercado”.

Confira os detalhes do processo

VAGAS. O concurso tem 500 vagas, sendo 400 para analista em seis áreas temáticas e 100 para técnico em duas áreas. As áreas temáticas para analistas são análise e desenvolvimento de sistemas, suporte à infraestrutura de tecnologia da informação, política econômica e monetária, contabilidade e finanças, infraestrutura e logística e gestão e análise processual. As áreas de conhecimento para técnicos são suporte administrativo e segurança institucional.

SALÁRIO. O salário para os cargos de nível superior são de R$ 14.289,24. Para o nível técnico, de R$ 5.421,30. As vagas são para Belém, Brasília, São Paulo, Salvador e Porto Alegre.

INSCRIÇÕES. As inscrições devem ser feitas pelo site do Cespe/UnB (www.cespe.unb.br/ concursos), até o dia 9 de setembro, sendo que as taxas são de R$ 120 para analista e de R$ 70 para técnico.

PROVAS. As provas objetivas e discursivas para todos os cargos estão previstas para serem realizadas em 20 de outubro. Na segunda etapa, será a vez do Programa de Capacitação, aplicado em Brasília.

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