Jovens acreditam que saem das universidades aptos para o mercado de trabalho

O Globo


Os jovens acreditam que as universidades estão os deixando aptos para enfrentar o mercado de trabalho. É o que aponta pesquisa realizada em julho deste ano pela Page Talent, consultoria especializada em recrutamento e seleção de estagiários e trainees. De acordo com o levantamento, 59% dos participantes disseram ter ótima qualificação e que se sentem seguros para participar de processos seletivos, enquanto 20% acreditam que a universidade os preparou muito bem, mas que o conhecimento adquirido foi apenas voltado aos seus conhecimentos técnicos e que a universidade não os preparou adequadamente para os processos de seleção. Outros 21% afirmam que o conteúdo apresentado pela universidade é muito teórico e não condiz com o que as empresas pedem, sendo assim dificilmente aplicado no mercado de trabalho.

— Os candidatos a vagas de estágio sentem uma insegurança natural em seus primeiros processos seletivos. Porém, os que estudam em universidades que oferecem preparação para a carreira, com áreas específicas da instituição voltadas para isso, acabam se saindo melhor — afirma Manoela Costa, gerente da Page Talent no Brasil.

A executiva ressalta que muitos candidatos a estágio, por exemplo, nunca participaram de um processo seletivo de verdade, mas já o vivenciaram de alguma forma em suas universidades, o que pode fazer a diferença quando estiver frente a frente a um recrutador.

A executiva aconselha que jovens que estejam em processo de escolha da universidade e esperam estar bem preparados para enfrentar as exigências do mercado de trabalho avaliem se a instituição de ensino tem uma área de carreiras estruturada e se promove feiras de carreira ou eventos relacionados ao tema ao longo do ano. É importante ainda verificar se a universidade tem um bom relacionamento com empresas de recrutamento e com as principais empresas que atuam no setor do curso que o jovem pretende cursar.

Na hora de escolher a instituição de ensino, o jovem deve também levar em conta se no curso desejado há matérias práticas, estudos de caso e a tentativa de aproximação dos conteúdos à realidade de mercado; se a instituição incentiva projetos de iniciação científica e de pesquisa ou apoia iniciativas como empresas juniores ou outras associações voltadas à formação profissional, explica a executiva.

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