Empresas entram no clima da Copa das Confederações

O Globo


O clima na cidade não chega a ser o de uma Copa do Mundo, mas os brasileiros, fanáticos ou não por futebol, estão em contagem regressiva para a Copa das Confederações, que começa neste sábado. A expectativa é grande quanto ao desempenho do Brasil em campo, e muitas empresas estão desenvolvendo ações para envolver seus funcionários no clima da competição, como forma de integração de equipe.

E, como algumas partidas estão previstas para o horário comercial (16h) ou para o comecinho da noite (19h), a maioria quer saber se a sua empresa vai ou não dispensar os funcionários no horário dos jogos da seleção. A dispensa não é obrigatória, ficando a critério de cada empregador e de acordo com as diferentes áreas das empresas.

Mas há aquelas que preferem não liberar seus funcionários, mas montam esquemas especiais para a equipe torcer pelo Brasil, justamente porque encaram os jogos como uma boa oportunidade para integrar os funcionários e promover maior comunicação e motivação interna.

O Itaú Unibanco, patrocinador da seleção brasileira e o banco oficial do torneio, criou a plataforma “Craques Itaú Unibanco”, que permite que 96 mil empregados do banco testem seus conhecimentos sobre o torneio, como também a troca de informações sobre assuntos cruciais para a instituição, como educação financeira, explica Andrea Pinotti Cordeiro, diretora de Marketing do banco.

— Além disso, serão sorteados mais de 7.500 brindes entre camisas, bolas, mochilas etc, além de cerca de 540 pares de ingresso para a Copa das Confederações.

Na Kinetics Mobile, empresa desenvolvedora de tecnologias e aplicativos móveis, a ideia é ser o mais flexível possível, respeitando o interesse daqueles que gostam ou não de futebol. Os funcionários poderão trabalhar vestidos com as cores ou a camisa da seleção. Mas, segundo Orlando Shorter, um dos sócios da empresa, não foi preparado nada especial em termos de decoração do ambiente.

— O ânimo das pessoas ainda está meio morno. Mas sabe como é, quando começa o campeonato, todo mundo vai se animando. E, quando chega na final, todo mundo sabe todas as informações possíveis e inimagináveis sobre o torneio. Eu, particularmente, acho agradável participar do clima, que vai ser parecido com o da Copa do Mundo. Mas o ânimo de todos vai depender mesmo da pegada da seleção.

Quanto à questão do horário, será dada liberdade para aqueles funcionários que desejarem assistir aos jogos em casa saírem mais cedo e compensar nos dias em que o Brasil não entrar em campo.

A Afghan, grife de roupas femininas, vai disponibilizar televisores e ainda oferecer cachorro-quente e refrigerante para todos os funcionários de sua fábrica.

– Estamos sempre atentos à integração da equipe e não existe melhor data do que uma Copa, paixão nacional, para propor ainda mais união entre as pessoas – diz Priscila Luna, gerente RH da Afghan.

A Coca-Cola Brasil, patrocinadora oficial do evento, estendeu a campanha “Vamos juntos colorir o Brasil”, que tomou as ruas do país, para dentro da empresa. Em sua sede, em Botafogo, Zona Sul do Rio, os convidados receberam kits com tinta, estêncis, bandeiras e outros acessórios para deixarem os espaços de trabalho no clima da torcida brasileira. Os funcionários contaram com a ajuda de profissionais para colorir ainda mais o ambiente.

E não para por aí: os funcionários estão ganhando ingressos para jogos e podem ainda indicar os filhos para atuar como carregadores de bandeira ou eles próprios como ‘chaperones’, encarregados de cuidar dos jovens carregadores, explica Victor Bicca, diretor de Assuntos Governamentais, Comunicação e Sustentabilidade da Coca-Cola Brasil para a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014.

Ainda dentro das ações previstas pela empresa, foi instalado um relógio, que fará a contagem regressiva para o início da Copa das Confederações. E como não podia deixar de ser, será feito um bolão entre os funcionários para a escolha do campeão.

— Na verdade, a Coca-Cola entende que a Copa das Confederações da FIFA é um evento único e a ideia é permitir que todos os funcionários participem e possam ver os jogos. Trata-se de uma chance de os gestores se aproximarem mais dos funcionários, gerando maior comprometimento entre as duas partes — completa Bicca.

Telões para funcionários e clientes

No Espetto Carioca, o clima ainda não esquentou, mas o futebol está na programação. Neste caso, os funcionários não serão dispensados na hora dos jogos do Brasil, pois é uma boa oportunidade de faturar um dinheirinho a mais. Como todas as lojas da franquia têm televisões ou telões, os empregados se juntarão aos clientes na torcida pela seleção brasileira. Será permitido o uso de camisas ou acessórios em verde e amarelo.

— Nesta hora, toda a torcida vale a pena! — afirma Bruno Gorodicht, um dos sócios da franquia.

Embora admita que a produtividade da equipe seja afetada por eventos desta natureza, Gorodicht diz que a situação é contornável:

— Afinal, é um momento especial e não dá para perder. As pessoas se aproximam e nesta hora somos todos brasileiros, torcendo pela vitória da seleção.

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