5 lições que a chefe do Facebook quer ensinar às mulheres

Exame

A chefe operacional do Facebook, Sheryl Sandberg, encampou de vez a ideia de encorajar as mulheres a conquistarem os mais altos postos de trabalho no mercado e se manterem nele.

Desde 2010, após uma inspirada palestra, em 2010, transmitida pelo TED ( que você pode conferir no fim da matéria), a número 2 da maior rede social do mundo defende a tese de que há ainda um longo caminho a ser percorrido pelas mulheres até a igualdade de gênero dentro das corporações.

E mais: quer examinar as razões que ainda mantém as mulheres à sombra do sucesso profissional masculino e ajudá-las a superar os desafios e barreiras que as impedem de voar alto dentro da hierarquia das empresas e atingira ascensão profissional plena.

É o que pretende com o seu livro que será lançado na próxima semana nos Estados Unidos, Lean In: Women, Work and the Will to Lead (Alfred A. Knopf). No Brasil, chega às lojas no dia 8 de abril pela Companhia das Letras com o seguinte título: Faça Acontecer – Mulheres, Trabalho e a Vontade de Liderar. Confira cinco lições que as mulheres vão encontrar:

1 Igualdade de gênero no trabalho ainda é ilusão

Sim, a revolução feminista fez muito pelas mulheres, mas a igualdade plena de gênero ainda é um horizonte distante, de acordo com Sheryl, considerada pela Forbes a 10ª mulher mais poderosa do mundo.

Sheryl apresenta números para confirmar o abismo de oportunidades entre os gêneros. De 197 chefes de estado, apenas 22 são mulheres, lembra ela. Só 21 empresas entre as 500 com a maior receita, segundo a revista Fortune, são comandadas por mulheres. Nos Estados Unidos, apenas 18% dos congressistas são mulheres.

Ela também mostra uma pesquisa feita pelo instituto McKinsey em 2011 que indica que gestores levam em conta o potencial para promoverem homens e se baseiam se resultados quando é uma mulher a candidata a um cargo mais alto.

Ou seja, as mulheres precisam provar que são capazes de liderar antes de serem promovidas enquanto homens têm a chance de chegar lá e mostrar resultado depois.

2 Barreiras internas impedem as mulheres de chegar ao topo

A polêmica proposição acima deu o que falar no mundo feminista ao transferir parte da culpa a respeito do quadro de desigualdade para as próprias vítimas dele: as mulheres.

Ao lado do sexismo e da discriminação institucional, a falta de autoconfiança e a tendência a não tomar a frente das questões abaixando a voz ( e a cabeça) formam os grilhões que prendem as mulheres às posições de menor destaque na sociedade. As mulheres, nota Sheryl, não se permitem ter grandes expectativas a respeito de onde elas podem chegar e tendem a sempre achar que vão falhar mesmo antes de encarar um desafio.

Neste ponto, a toda poderosa do Facebook faz um “mea culpa” e diz que ela mesma tropeçou diversas vezes na insegurança acerca de suas competências e habilidades durante sua trajetória profissional.

3 Deixe de ser coadjuvante e seja protagonista do sucesso: incline-se

Quando recebeu a proposta para deixa o Google e liderar as operações no Facebook, Sheryl conta que sua vontade era aceitar de imediato o salário oferecido por Mark Zuckerberg.

Mas, após conversar com o marido e o cunhado percebeu que poderia conseguir um pacote de remuneração mais vantajoso se negociasse com Zuckerberg. Estimulada por eles, arriscou e conseguiu do CEO do Facebook o que queria.

Esta passagem pessoal relatada no livro é usada como exemplo de que se a mulher tomar a frente ( o tal do “inclinar-se”) das questões e negociações as chances de conseguir o que quer aumentam exponencialmente.

4 Não tenha um mentor de carreira

Ainda no sentido de ser protagonista das próprias escolhas e caminhos trilhados, Sheryl defende que as mulheres não peçam para ninguém ser mentor delas. Ao dedicar um capítulo inteiro dos 11 do livro ao tema, Sheryl argumenta que a relação com o mentor é simplista.

Muito melhor, diz ela, é pedir conselhos pontuais a profissionais de todos os níveis ( de júnior a sênior) para resolver questões específicas.

5 Cuidado com os filhos deve ser totalmente compartilhado com os pais

Em casa as mulheres precisam aprender a delegar, segundo Sheryl. Cuidado com os filhos e tarefas domésticas devem ser dividas, no mínimo igualmente, entre pais e mães.

Na opinião dela, as mulheres devem deixar de tentar manter o controle sobre a maneira como seus companheiros realizam estas tarefas. Isso porque, muitas vezes, para ter as coisas “do seu jeito” em casa, as mulheres sacrificam um tempo precioso fazendo tudo sozinhas.

E para quem pretende seguir subindo degraus na carreira profissional, o que pressupõe aumento da dedicação no escritório, ao mesmo tempo em que cria os filhos, não há espaço para perda de tempo, diz ela.

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